Gamificação: Nem tudo que brilha é ouro
A menos que você tenha se escondido em uma caverna pelos últimos meses, você já deve ter ouvido falar de gamificação, ou o uso de mecânicas de jogo em ambientes que não são jogos (faz sentido?) para otimizar as interações entre usuários, marcas e (para melhor ou para pior) uma variedade de outras coisas . A questão é que gamificação não é tão “preto no branco”, e tem gerado alguma controvérsia em relação a sua legitimidade, potencial e “over-simplification”.
Nas últimas semanas, uma discussão foi públicamente iniciada entre Sebastian Deterding, pesquisador alemão de game design e HCI, e Gabe Zichermann, auto-proclamado “líder da indústria” e autor do best-seller Gamificação by Design.
Como aconteceu com o Design Thinking (dou esse exemplo, devido a minha experiência nessa indústria), a gamificação atraiu uma série de apaixonados que, de ambos os lados, tentam definir gamificação tanto como uma cura milagrosa como um monte de besteira. Infelizmente a indústria parece gostar de tomar partido, e os conflitos nunca são a melhor resposta. Em vez disso, alguns (com maior ou menor sucesso), tentam encontrar um meio termo na discussão. Eu acredito que este seja o caminho certo e um que eu gostaria de explorar mais. Então, o que é (se é que existe) esse meio termo?
Embora eu deva admitir que o termo gamificação tem sido usado sem muita preocupação e que muitos fizeram um dinheirinho rápido reivindicando que a gamificação é a cura para qualquer coisa, desde dor de dente até branding mal feito, o conceito não é novo e tem sido profundamente pesquisado e validado. Estudos sobre o poder dos jogos na formação da nossa cultura são bem conhecidos (exemplos aqui, aqui e aqui) e a aplicação de mecânicas de jogo em ‘não-jogos’ também é reconhecida por ter alcançado grande sucesso, assim como algumas falhas. Além desse ponto, nenhuma cura milagrosa foi registrada. Eu acredito que alguns pontos sobre gamificação devem ficar claros, de modo a promover diálogo e trazer luz à escuridão (entusiastas de jogos adoram um pouco de drama).